Abandono
A poesia continua viva, sempre presente:
Às vezes apenas palavras vazias
O verso comprimido no peito, estranha
e ultimamente cada vez mais no silêncio
mas eu não deixo diante dele os meus constrangimentos
As vozes nunca se calam, e
abertamente oferecem-me todos os tipos de desafios,
o corpo desassociado do todos, a alma sentidamente repousada no telhado,
os vícios, a paixão como hábito,
e tantos outros obstáculos
o abandono, a fraqueza de não te ver mais uma vez
Charles Burck
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