Deixei-me cativar por velho mestre
e seu grande domínio da poesia,
o seu lirismo excelso, herança ancestre,
pela forma ideal em que vivia...

Sigo as pegadas vivas, qual pedestre
que busca compreender o mundo e, um dia,
em meio ao primitivo tom rupestre,
depara a obra-prima que arrepia.

Nas brumas das eternas madrugadas,
tento manter as pálpebras cansadas,
abertas aos poemas que não li.

Bebo as palavras, rimas das mais belas,
a impregnar de beleza, todas elas,
os versos que encontrei aqui e ali.

Nilza Azzi
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