A virgem não sangra
Faz tempo que os teus cabelos mudaram de cor
E os silêncios deixaram de habitar a casa tua
Caímos dos despenhadeiros da falta de sintonia
e não há sorriso que nos salve.
dos nossos humanos sobressaltos
A virgem do retrato em preto e branco, sorri
Não condiz como o ardor da dor
O jorro não se detém, mas o sangue nem sangra em vermelho
Nada se converte à madruga, o sol chegou antes
o Mundo não merece o fim do mundo
E o dia nem acabou
Charles Burck
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