esplendor I
era quase páscoa e escreveu-lhe sobre purificação.
havia o copo de vinho, o vestido púrpura adamascado aberto nas costas e uma flor sobre a mesa de madeira.
não escreveu a ressurreição porque os corações alinhados e a acompanhar os dias, não percebem nada de morte. a ressurreição precisa de uma morte antes. ainda era cedo.
era quase finados. não rezámos pelos mártires e nem sequer pedimos pão-por-deus.
havia os copos sobre a mesa, a taça de cristal com os olhos - grandes! - embebidos de sorrisos e as mãos tímidas, em poesia.
é quase páscoa e escreve-lhe sobre ressurreição.
há o desenho a carvão e o teu espanto nos olhos e na pele húmida
a bancada de pedra e a minha impressão tão precisa, que se torna preciosa, de ter visto um papel antigo (talvez um resto de papel pardo e um cordel)
a lua da cidade vestida a sol da quinta
os corações com sabor a dezembro e cheiro a maresia
há o vestido preto aberto nas costas e as mãos a desenharem jardins imensos.
havia o copo de vinho, o vestido púrpura adamascado aberto nas costas e uma flor sobre a mesa de madeira.
não escreveu a ressurreição porque os corações alinhados e a acompanhar os dias, não percebem nada de morte. a ressurreição precisa de uma morte antes. ainda era cedo.
era quase finados. não rezámos pelos mártires e nem sequer pedimos pão-por-deus.
havia os copos sobre a mesa, a taça de cristal com os olhos - grandes! - embebidos de sorrisos e as mãos tímidas, em poesia.
é quase páscoa e escreve-lhe sobre ressurreição.
há o desenho a carvão e o teu espanto nos olhos e na pele húmida
a bancada de pedra e a minha impressão tão precisa, que se torna preciosa, de ter visto um papel antigo (talvez um resto de papel pardo e um cordel)
a lua da cidade vestida a sol da quinta
os corações com sabor a dezembro e cheiro a maresia
há o vestido preto aberto nas costas e as mãos a desenharem jardins imensos.

Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha