Aqui jaz...
Aqui jaz
este silêncio moribundo
ecoa abatido junto àquele cais
onde de imediato mergulho
minh’alma transbordando ondas
lúcidas de mim
convertidas em marés, vagas
e sois diurnos, apaixonados por ti
Aqui jaz
um imenso oceano de solidão perversa
todo este mar ovacionando ondas que beijam
o estuário dos meus lamentos e pieguices
desaguando quais oferendas afagos ou meiguices
Aqui jaz
a noite rasgando a órbita avassaladora
de uma noite impregnada de cumplicidades
de mim…de nós
mais resignada por uma caricia inflamada
feita promessa tão conciliadora e alucinada
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia
A força inexplicável ! - (soneto) - 25/07/2026
A força inexplicável, chamada sorte,
Como não é constante no indivíduo,
Por não ser ela um predicado assíduo
N…
Armando A. C. Garcia