Paz aos homens
Ah, se fosse Natal naquela estrela,
a estrela fria, azul, a mais brilhante,
onde a paz fulgisse sempre adiante,
sem precisar de heróis a defendê-la.
Se a cada novo ano, a cada instante,
já não houvesse formas de detê-la
e explodisse em inúmeras centelhas,
a luz daquele Amor reconfortante...
Dela eu queria apenas um reflexo,
para espalhar em volta o mais perplexo
dos meus olhares sempre atordoados,
qual fosse um raio em vara de condão
a derramar nos tempos que virão,
a paz aos homens, todos, de bom grado.
Nilza Azzi
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