A penas
Era uma pluma leve como a pena;
era uma pena dura de roer.
Era uma agressão forte que depena,
feita a bico de pena, por prazer.
Era uma linha a dirigir a pena,
era uma pena inútil, sem saber.
Era uma pauta rica, ainda em cena,
a leve pluma, além do mesmo ser.
Era uma pena de ave, morta ao lado,
era o pio do filhote abandonado,
no apelo por alguma intervenção.
Era bem como as coisas todas são:
efêmeras, penosas, passageiras.
– As penas voam leves, sem fronteiras.
Nilza Azzi
Comentários (1)
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2019-08-23
Apenas tenho a dizer que adorei a sua escrita, numa web tão vasta e tão pobre ao mesmo tempo perdemos-nos sem encontrar aquilo que procuramos e neste caso a boa poesia que é ea sua, obrigado por se ter dado a conhecer na minha página
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