Carência
Jamais tu saberás que sinto amor.
Talvez eu saiba disfarçar a minha insensatez.
Escondo o meu rubor e falo de outro assunto,
ou olho para o céu, enquanto as mãos ajunto.
Anseio por saber, mas calo e não pergunto
o que sentes por mim, desde a primeira vez.
O sonho que vivi, embora foi contigo.
Porém se fui feliz, hoje nem sei se ligo...
Vazio me restou o coração, amigo,
e vivo sem querer, num mundo sem porquês.
Nilza Azzi
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