Rede de segurança
Rede de segurança
Em uma das mãos a argola
noutra a pilha de palavras
ando na corda bamba
Existe o horizonte, longe, além
e o precipício abaixo
É sempre o óbvio que transparece
apesar do peso a palavra levita
enquanto avanço o passo
A plateia apenas observa
alguns torcem por mim
outros querem meu fim
Por covardia não olho para baixo
enquanto o vento balança o fio
e o vazio envolve os sentidos
nilza azzi
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