A pedra
Nas manhãs que descem pelo espaço nuas,
com as vestes claras, cada dia uma,
a neblina some, leve como espuma.
– Na tragédia cósmica, o princípio atua.
Se nada é eterno, nada resta, em suma,
tudo chega ao fim e ali se desvirtua,
quanta insipidez expõe a forma crua!
A verdade dói! – Dói como nenhuma...
É nos vãos da noite que o mau sonho medra.
É da inquietude, feita de suspense,
essa coalisão de tais palavras tolas.
Pobres das ideias, de quem ousa expô-las!
Bem melhor fugir das teses em que pense
essa massa inútil, próxima da pedra.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*