Grande amor
Amor-paixão senti pelo Diogo.
Que sentimento forte, abrasador!
Que me queimou inteira, como o fogo
queima o papel de uma carta de amor.
Que erro mais tolo, ele era demagogo
e me envolveu em erros... Sem pudor!
Levou-me à farsa. Libertei-me a rogo
e nunca mais, assim, quero dispor
dos meus afetos. Quero a alforria
e que o Diogo tenha o que merece.
Minha revolta já não se disfarça
e o meu desejo? Outro não seria
− e até por isso faço a minha prece −
Vê-lo penar de amor, só por pirraça.
Nilza Azzi
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