Bucólica
A sombra da mangueira compensava
o peso do calor. Era agradável
notar que além do voo de uma ave
o céu era imutável como estava.
A luz do sol cegava de tão forte.
O lago cintilava. Ao longe o gado
bebia a água com algum enfado,
o vento não soprava mais do Norte.
Os olhos descansavam sonolentos,
nas garças brancas por ali perdidas,
as formas adelgadas e compridas,
o mundo a espiar por um momento.
O ronco de um trovão feriu a cena
− A paz não perdurou, foi tão pequena.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*