Quando Augusto sorriu, foi o bastante...
– Armadilha de amor – fez-me cativa!
Do seu beijo, bebi doce saliva,
sem querer me perdi. Fui mais adiante.
No frescor das manhãs de Sol radiante,
a caminho da escola, eu, sempre viva,
era a mulher fatal, a eterna diva,
era enfim sedutora, embora infante.
Quando Augusto partiu, sem mais aviso,
restou-me suportar a triste história,
sofrer, sentir a alma merencória.
Mas não vou dar a mão á palmatória.
É só saber poupar e ter juízo...
– Nas terras d’além-mar, um dia piso!
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski