Eras entre os amores, preferido,
à noite o raio de luar, e o sol
que dava ao dia o brilho e o sentido,
da primavera, o encanto do arrebol,

e, também, eras música ao ouvido...
Contigo o encanto e a cor da natureza,
o livro aberto que nunca foi lido,
eterna dúvida e pouca certeza,

a clara solidão do meu caminho,
a rota, o desatino do meu rumo
e a frouxa gratuidade das quimeras.

Se o teu melhor segredo eu adivinho,
as dores do abandono enfim assumo,
em face da alegria de outras eras.

Nilza Azzi
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