Estupor

E não teria riso, espanto ou graça,
o amor em meu modelo predileto,
repleto do desejo que devassa,
doçura incontrolável e sem veto;

e não seria um jogo sem trapaça,
não fosse a natureza desse afeto,
intensa na alegria que me abraça
e abala o mundo interno tão quieto.

E não teria o céu brilhos distantes,
se para tanto não houvesse antes 
matéria nos espaços siderais. 

Assim, meu bem querer, o amor se faz
da força da emoção e, sem engano, 
é graça, é riso, é espanto cotidiano.

Nilza Azzi
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