Fascínio
Quando, da tua boca que fascina,
bebo desse desejo que me aquece,
tenho ciência desta minha sina,
de ser mulher, sem merecer benesse,
pois teu poder viril tem toxinas,
às quais eu não resisto, nem com prece.
Com parte na fraqueza feminina,
eu sou o dia claro que anoitece.
Padeço dessa ausência que há de mim,
e nela me transformas, sem que eu queira,
nesse vulcão que abriga fogo e lava.
Eu morro em teu abraço como escrava,
como se fosse coisa corriqueira
alçar-me à erupção que leva ao fim.
Nilza Azzi
bebo desse desejo que me aquece,
tenho ciência desta minha sina,
de ser mulher, sem merecer benesse,
pois teu poder viril tem toxinas,
às quais eu não resisto, nem com prece.
Com parte na fraqueza feminina,
eu sou o dia claro que anoitece.
Padeço dessa ausência que há de mim,
e nela me transformas, sem que eu queira,
nesse vulcão que abriga fogo e lava.
Eu morro em teu abraço como escrava,
como se fosse coisa corriqueira
alçar-me à erupção que leva ao fim.
Nilza Azzi
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