Ferida
Quando acordei meu sonho estava ali,
com ele um velho amor que revivi.
Quimeras vezes doces, vezes puras,
rascunhos de futuras desventuras.
Carrego um sofrimento, não por ti,
mas pela reclusão... Não consegui
sair do pesadelo. As leis são duras!
— Têm garras, vêm ferir as criaturas...
Há muito já esqueci qualquer sorriso,
de abraços e carinhos nem preciso.
Sentir calor e força é o que conforta,
mas, à felicidade, eu abro a porta,
permito que se vá. Eis-me vencida!
― Real é a crueldade da ferida.
Nilza Azzi
com ele um velho amor que revivi.
Quimeras vezes doces, vezes puras,
rascunhos de futuras desventuras.
Carrego um sofrimento, não por ti,
mas pela reclusão... Não consegui
sair do pesadelo. As leis são duras!
— Têm garras, vêm ferir as criaturas...
Há muito já esqueci qualquer sorriso,
de abraços e carinhos nem preciso.
Sentir calor e força é o que conforta,
mas, à felicidade, eu abro a porta,
permito que se vá. Eis-me vencida!
― Real é a crueldade da ferida.
Nilza Azzi
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