Prossigo a minha estrada, no correr dos dias,
a tudo indiferente, sem tristeza ou festa.
A folha de papel é tudo que me resta,
encher com meus rascunhos as linhas vazias.
Não sei imaginar mais que proeza é esta,
buscar dissolução das formas arredias
e nestes meus rabiscos esquecer das guias
e da sabedoria que o passado atesta.
Seguir sem vãs lembranças, recriar a lida,
erguer a cada passo o pé da caminhada,
pisar a nova estrada sem saber de nada...
Um gesto que desfia a ilusão perdida
e ajusta o contratempo de qualquer percalço
– um modo de escrever inútil, tolo, falso!
Nilza Azzi
a tudo indiferente, sem tristeza ou festa.
A folha de papel é tudo que me resta,
encher com meus rascunhos as linhas vazias.
Não sei imaginar mais que proeza é esta,
buscar dissolução das formas arredias
e nestes meus rabiscos esquecer das guias
e da sabedoria que o passado atesta.
Seguir sem vãs lembranças, recriar a lida,
erguer a cada passo o pé da caminhada,
pisar a nova estrada sem saber de nada...
Um gesto que desfia a ilusão perdida
e ajusta o contratempo de qualquer percalço
– um modo de escrever inútil, tolo, falso!
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski