Oh, Minas Gerais
Mas que saudade das tardes de Minas,
do céu vermelho, no horizonte aberto,
da capital traçada (tudo perto!)
naquelas ruas de grandes esquinas.
Não sei porque, aqui neste deserto,
abençoado por garoas finas,
quando contemplo as mais verdes campinas,
vem-me à lembrança o teu relevo incerto...
Ondulações de verde aveludado,
ficando azuis, nos longes do céu vário,
ali onde o Sol termina o itinerário
e o que era hoje já virou passado.
Daquele jeito bom de ser mineiro,
sinto saudade e não sou o primeiro.
Nilza Azzi
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