No descampado extenso e verdejante,
uma donzela segue rumo à fonte.
Vai a buscar a água que sacia,
um passo imemorial, usado antes.
Vem, no sentido oposto, um viajante,
embaralhando as linhas do destino
e, no transverso cruza os passos dela,
sobre a relva marcada do caminho.
Trás os vergéis anônimos,  os montes,
sobra do outro lado um oceano.
Dele, num dia antigo, a vida veio:
a Providência a fez tão colorida!

Passagem, já sem as marcas do começo:
– O céu, esse mar virado pelo avesso!

Nilza Azzi
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