Sírios
As minhas palavras são redes
e pescam as vossas mentiras.
São malhas, mas jamais as vedes
porque, à volta, o mar se revira.
As minhas palavras não ledes
pois arderam todas na pira,
― ah, se delas tivésseis sede! ―
Velho poço embalde transpira
água pura, vertida aos poucos,
entre sons sibilantes, roucos,
no silêncio de uma caverna.
Sentinelas dançam, lampírios
deixam rastros, seus brilhos sírios.
― A verdade quer ser eterna.
Nilza Azzi
e pescam as vossas mentiras.
São malhas, mas jamais as vedes
porque, à volta, o mar se revira.
As minhas palavras não ledes
pois arderam todas na pira,
― ah, se delas tivésseis sede! ―
Velho poço embalde transpira
água pura, vertida aos poucos,
entre sons sibilantes, roucos,
no silêncio de uma caverna.
Sentinelas dançam, lampírios
deixam rastros, seus brilhos sírios.
― A verdade quer ser eterna.
Nilza Azzi
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