Sírios
As minhas palavras são redes
e pescam as vossas mentiras.
São malhas, mas jamais as vedes
porque, à volta, o mar se revira.
As minhas palavras não ledes
pois arderam todas na pira,
― ah, se delas tivésseis sede! ―
Velho poço embalde transpira
água pura, vertida aos poucos,
entre sons sibilantes, roucos,
no silêncio de uma caverna.
Sentinelas dançam, lampírios
deixam rastros, seus brilhos sírios.
― A verdade quer ser eterna.
Nilza Azzi
e pescam as vossas mentiras.
São malhas, mas jamais as vedes
porque, à volta, o mar se revira.
As minhas palavras não ledes
pois arderam todas na pira,
― ah, se delas tivésseis sede! ―
Velho poço embalde transpira
água pura, vertida aos poucos,
entre sons sibilantes, roucos,
no silêncio de uma caverna.
Sentinelas dançam, lampírios
deixam rastros, seus brilhos sírios.
― A verdade quer ser eterna.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael