Solidão
A antiga solidão, a que me atenho
e que gosta de mim, sem compaixão,
que enruga a testa e faz franzir o cenho,
eu não a quero junto a mim, oh, não!
Por conhecer os campos donde eu venho,
tira vantagem desta condição
e o meu esforço, lúcido e ferrenho,
não dá em nada, como nunca dão
minhas desculpas, para afugentá-la.
Bem instalada, neste quarto e sala,
meu coração, pequeno e confrangido,
não deixa a mim a escolha de ser só,
porque a presença dela cria um nó
ao preencher meu mundo sem sentido.
Nilza Azzi
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