Réquiem para um amor
Que não brilhem as palmeiras nas manhãs
e nem cantem sabiás pelos pomares.
E que o ar dissipe tudo que falares,
leve longe as tentativas falsas, vãs,
de fazer-me compreender os teus pesares.
Nossas almas já viveram como irmãs
e tivemos muitas horas campeãs,
mas a vida não tem linhas regulares.
Não soubemos preservar o relevante
e um do outro esquecemos, amiúde...
Se a tristeza é nossa sina doravante,
reconheço que não fiz tudo que pude
pelo amor que cada vez vai mais distante,
por desleixos e por falta de atitude.
Nilza Azzi
e nem cantem sabiás pelos pomares.
E que o ar dissipe tudo que falares,
leve longe as tentativas falsas, vãs,
de fazer-me compreender os teus pesares.
Nossas almas já viveram como irmãs
e tivemos muitas horas campeãs,
mas a vida não tem linhas regulares.
Não soubemos preservar o relevante
e um do outro esquecemos, amiúde...
Se a tristeza é nossa sina doravante,
reconheço que não fiz tudo que pude
pelo amor que cada vez vai mais distante,
por desleixos e por falta de atitude.
Nilza Azzi
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