Avença
Habita uma certeza, escancarada, intensa,
anzóis causam rubor –despenca a água – tingem
cascatas e explosão. No lago nada a virgem,
a flor, a pena, a encrenca, até que a mágoa vença
e o cálice repleto, a luz alada, a origem,
destruam de uma vez diques e frágua. Avença...
E o mar mais interior a gruta invada, extensa,
a praia sem calor onde deságua e cingem
em seixos, branca espuma ao derredor, na orla.
Presente ao longe a voz de uma sereia, imanta,
preenche o mar, o céu, de novo espanto. Crasso!
Informe, a ilusão se crê melhor no espaço,
infâmia que penetra e que permeia tanta
descrença de entender esse meu canto: – Borla!
Nilza Azzi
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