Cinzas
Já não há a quem implorar
Ninguém virá salvar
Sofrimento incessante
Estou fritando minha mente
Destino inconsequente
Turbilhões de pensamentos
Memórias eu armargo
Ainda não estou morto, ainda tenho fardo
Se sinto algo, me sinto lisonjeado
Me queimo, me mutilo
Como um louco eu grito
Vejo minha própria imagem, esmurro
Me destruo
Rezar eu tentei
Escravo me tornei
E um dia, ao pó retornarei
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*