Vapores
A Lua derrubou-se pelas matas
e a vida, ali presente, em rebuliço,
mostrou que as criaturas, mesmo as fracas,
repetem seu papel eterno e, nisso,
em tudo, o fato é novo, embora igual...
As noites já beberam muitas luas,
mil sóis fazem do sonho algo real
– não há verdade eterna, minha ou tua.
Nas névoas pretensiosas do futuro,
nos ares deslizantes do passado,
o canto do planeta é claro-escuro;
o encanto de seu par, privilegiado.
No brilho desses raios sempre etéreos,
o bosque guarda cheiros e mistérios.
Nilza Azzi
e a vida, ali presente, em rebuliço,
mostrou que as criaturas, mesmo as fracas,
repetem seu papel eterno e, nisso,
em tudo, o fato é novo, embora igual...
As noites já beberam muitas luas,
mil sóis fazem do sonho algo real
– não há verdade eterna, minha ou tua.
Nas névoas pretensiosas do futuro,
nos ares deslizantes do passado,
o canto do planeta é claro-escuro;
o encanto de seu par, privilegiado.
No brilho desses raios sempre etéreos,
o bosque guarda cheiros e mistérios.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*