Alma de mim

Alma de mim, sonda-me este silêncio
Que entra furtivamente qual intimo
Lamento e se afoga num ai tão legítimo
Alma de mim, acalenta-me a solidão que
Nesta hora furtivamente toda ilusão alenta
A noite amamenta qual escuridão mais opulenta
Alma de mim, ornamenta-me a memória para
Que lembre com saudade aquela caricia feita
Vestimenta para um verso que cada beijo fomenta
Alma de mim, ousa-me ou recusa-me este
Silêncio que alimento até aos píncaros de um
Desenfreado eco desordeiro…tão embusteiro
Alma de mim, perscruta-me este aguaceiro imenso
Navega-me por entre tantas frentes frias, adornando
Cada gota de chuva, caindo além com plena simetria
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia