Alma de mim

Alma de mim, sonda-me este silêncio
Que entra furtivamente qual intimo
Lamento e se afoga num ai tão legítimo
Alma de mim, acalenta-me a solidão que
Nesta hora furtivamente toda ilusão alenta
A noite amamenta qual escuridão mais opulenta
Alma de mim, ornamenta-me a memória para
Que lembre com saudade aquela caricia feita
Vestimenta para um verso que cada beijo fomenta
Alma de mim, ousa-me ou recusa-me este
Silêncio que alimento até aos píncaros de um
Desenfreado eco desordeiro…tão embusteiro
Alma de mim, perscruta-me este aguaceiro imenso
Navega-me por entre tantas frentes frias, adornando
Cada gota de chuva, caindo além com plena simetria
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski