Menino sentimental

Reza a lenda que existia um jovem com olhos cor de mel

Que de tão apaixonado ascendeu ao céu

Foi levado pela voluptuosa brisa do fim da tarde

Sem que visse na morte nenhum alarde.

 

Já havia morrido por dentro

Quando em certo momento se viu sozinho

Se a companhia de um amante retirante ou de um “boyzinho”.

 

Era afeito as paixões avassaladoras

Dos beijos molhados e dos suspiros demorados

Do sexo sem pudor

Do afeto depois do amor

Era o melhor amante, amigo e homem que na cama pudesse comparece

Tinha pelo corpo uma enorme admiração

Sendo ele possuidor de um dote invejável

Corpulento, peludo, cheiroso e viril

Era tipo como arquétipo do próprio Adônis

 

Seu fim começou quando se reconheceu solitário

No meio daquela multidão...

Morto!
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