De Pernas Abertas
Como um tumor outrora revestido por delicada capa brilhante,
Você avança com seus tentáculos vermelhos.
Como você se sente, senhora B.?
Santa Senhora B.
Sempre tão orgulhosa com suas toalhas de prato bordadas,
E uma cidade para defendê-la.
Bonitinha, enfeitadinha,
Anedota de bajuladores.
Esposa, mãe, filha, tia,
Prostituta conjugal.
Sem rumo em sua própria casa,
Você aguarda a volta de seu potro;
Amordaçada num casamento de aparências,
Privada do privilégio de ser a protagonista de sua própria mentira.
A culpa é sua, Senhora B.
Você é culpada por essa casa, esses móveis, essas cortinas, essas refeições;
Você é culpada por esses vizinhos, essas visitas, o egoísmo de seus filhos.
Você decidiu permanecer,
Permitiu que a adestrassem: ele e os outros.
Primeiro um carro para ele, depois para você – um modelo inferior, um carrinho “de mulher”,
Você é culpada, Senhora B.
Por todas as traições sofridas,
Não se faça de vítima, você as mereceu,
Você as merece. Você é falsa e conivente, Senhora B.
Não o julgue pelos filhos concebidos em leitos alheios;
E não finja tê-lo perdoado, pois você jamais se perdoou,
Sobretudo, não finja amar esses filhos gerados noutros ventres,
Isso pode ser perigoso para eles, e para você, Senhora B.
Saiba: ódio e amor são sentimentos antagônicos.
Essas moças, a quem você chama “vagabundas”,
São tão vagabundas quanto você, Senhora B.
Você avança com seus tentáculos vermelhos.
Como você se sente, senhora B.?
Santa Senhora B.
Sempre tão orgulhosa com suas toalhas de prato bordadas,
E uma cidade para defendê-la.
Bonitinha, enfeitadinha,
Anedota de bajuladores.
Esposa, mãe, filha, tia,
Prostituta conjugal.
Sem rumo em sua própria casa,
Você aguarda a volta de seu potro;
Amordaçada num casamento de aparências,
Privada do privilégio de ser a protagonista de sua própria mentira.
A culpa é sua, Senhora B.
Você é culpada por essa casa, esses móveis, essas cortinas, essas refeições;
Você é culpada por esses vizinhos, essas visitas, o egoísmo de seus filhos.
Você decidiu permanecer,
Permitiu que a adestrassem: ele e os outros.
Primeiro um carro para ele, depois para você – um modelo inferior, um carrinho “de mulher”,
Você é culpada, Senhora B.
Por todas as traições sofridas,
Não se faça de vítima, você as mereceu,
Você as merece. Você é falsa e conivente, Senhora B.
Não o julgue pelos filhos concebidos em leitos alheios;
E não finja tê-lo perdoado, pois você jamais se perdoou,
Sobretudo, não finja amar esses filhos gerados noutros ventres,
Isso pode ser perigoso para eles, e para você, Senhora B.
Saiba: ódio e amor são sentimentos antagônicos.
Essas moças, a quem você chama “vagabundas”,
São tão vagabundas quanto você, Senhora B.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*