À beira do mar...

Encontro a maresia estendida sobre um areal
De silêncios majestosos desenhando em cada onda
Um alucinado eco que naufraga além tão fascinado
À beira do mar estende-se um oceano farto
Lânguido, tão sedento quanto quântico
Afogando cada verso que se esvai tão semântico
À beira do mar esconde-se agora um poente opulento
Adorna cada gomo de sol que espreita solitário
Até que o dia se esconda de vez entre um breu autoritário
À beira do mar, à penúltima hora da solidão encontro
Todas as memórias pernoitando uma maresia sedentária
Para que a alma nos abasteça com uma prece sempre solidária
Frederico de Castro
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