Embebedei-me ao pôr do sol



Sem vírgulas e sem subterfúgios a manhã
Calafeta este silêncio que deixei em epígrafe
Qual anágrafe para uma palavra convalescendo
Entre o leito desta emoção sempre encabulada

O dia descaradamente embebeda-se da luz que
Chega ferina e despótica, enjaulando aquele breu
Gesticulando num milimétrico segundo que fenece
Atribulado, delirando sobre um lamento coagulado

Frederico de Castro
158 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.