beijos noturnos
ressecando o ar de setembro
mãos abrem caminho
por entre pelos vermelhos
que atordoam a juventude paleolítica
das árvores da praça
e o barulho de estrelas partidas
cortam o som de frases
mal colocadas

eu quero a paz
na madrugada das avenidas
eu quero despertar delirante
nas bocas lambuzadas
de sorvete
sob o sol da manhã de domingo
216 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.