beijos noturnos
ressecando o ar de setembro
mãos abrem caminho
por entre pelos vermelhos
que atordoam a juventude paleolítica
das árvores da praça
e o barulho de estrelas partidas
cortam o som de frases
mal colocadas
eu quero a paz
na madrugada das avenidas
eu quero despertar delirante
nas bocas lambuzadas
de sorvete
sob o sol da manhã de domingo
ressecando o ar de setembro
mãos abrem caminho
por entre pelos vermelhos
que atordoam a juventude paleolítica
das árvores da praça
e o barulho de estrelas partidas
cortam o som de frases
mal colocadas
eu quero a paz
na madrugada das avenidas
eu quero despertar delirante
nas bocas lambuzadas
de sorvete
sob o sol da manhã de domingo
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