Anielson Ribeiro

Anielson Ribeiro

n. 1994 BR BR

tudo que falei sobre os outros enquanto me referia a mim

n. 1994-11-21, Juazeiro

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educar para a desimportância_

que as lágrimas estejam em sua face
antes de tudo isso acabar
ainda que não sejam suas lágrimas
ainda que não seja sua a face
ou seu o ouvido no qual adentrar palavras acanalhadas
ainda que não seja seu o sofrimento & o hematoma
mas que as lágrimas ainda escorram por aí
pelo menos por enquanto

que a emoção
não seja um entrave cognitivo
e sim um fundamento da existência
para repensarmos a máquina do mundo
até lá
eu sei
nós não conseguiremos parar de chorar
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Poemas

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educar para a desimportância_

que as lágrimas estejam em sua face
antes de tudo isso acabar
ainda que não sejam suas lágrimas
ainda que não seja sua a face
ou seu o ouvido no qual adentrar palavras acanalhadas
ainda que não seja seu o sofrimento & o hematoma
mas que as lágrimas ainda escorram por aí
pelo menos por enquanto

que a emoção
não seja um entrave cognitivo
e sim um fundamento da existência
para repensarmos a máquina do mundo
até lá
eu sei
nós não conseguiremos parar de chorar
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união_

beijos noturnos
ressecando o ar de setembro
mãos abrem caminho
por entre pelos vermelhos
que atordoam a juventude paleolítica
das árvores da praça
e o barulho de estrelas partidas
cortam o som de frases
mal colocadas

eu quero a paz
na madrugada das avenidas
eu quero despertar delirante
nas bocas lambuzadas
de sorvete
sob o sol da manhã de domingo
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