Infinito...tão distante

Enquanto a noite se embebeda de breus
Nocturnos, de mansinho unifica toda esta
Galáxia estirada no leito de uma onda desvairada
Enquanto a noite solidifica uma ilusão excitada
Espirra além um gomo de luz que premeditado se
Esgueira tão temerário…literalmente velário
Enquanto uma hora cada um dos seus segundos nina
Bolina pelo oceano uma brisa empolgante
Esparramando no silêncio um eco embriagante
No infinito distante sangra a solidão que hereditária
Se revela numa sinfonia de lamentos circunavegantes
Até se afogarem naquela hora tão empolgante
Frederico de Castro
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