Erosão do tempo

No solo do tempo escalda esta
Solidão quase comburente, até sedimentar
A crosta deste silêncio tão interferente
Erosivo cada lamento dilapida uma emoção
Passageira, deixando nos detritos da saudade
Cada lembrança rugindo com muita cumplicidade
Neste colapso de silêncios muito ecológicos
Desertificam-se ilusões, decompõem-se horas
Que depois tombam no enrocamento de mil paixões
Na laguna da manhã espirra uma maresia esquizofrénica
Desfragmenta-se no areal dos sonhos mais erosivos, até
Deixar uma fissura homogénea neste sorriso tão expansivo
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski