Madrigal das margaridas
No verde dos canteiros, surgem os botões
que vão tomando forma, esticam sua haste
e deixam ver o branco, em tímido contraste.
Passeiam joaninhas, buscam os pulgões,
numa colônia imensa, parecem milhões...
Nem mesmo água de fumo, nada há que os devaste!
É deixar que algum tempo passe e os afaste...
Passeio diariamente a olhar esses canteiros
e um dia percebo que se abrem os primeiros
botões, cuja pureza envolve o amarelo,
num branco petalado, em torno do miolo.
Depois é um mar gentil de flores espalhadas;
esqueça o bem-me-quer... Isso é papel de tolo!
Nilza Azzi
que vão tomando forma, esticam sua haste
e deixam ver o branco, em tímido contraste.
Passeiam joaninhas, buscam os pulgões,
numa colônia imensa, parecem milhões...
Nem mesmo água de fumo, nada há que os devaste!
É deixar que algum tempo passe e os afaste...
Passeio diariamente a olhar esses canteiros
e um dia percebo que se abrem os primeiros
botões, cuja pureza envolve o amarelo,
num branco petalado, em torno do miolo.
Depois é um mar gentil de flores espalhadas;
esqueça o bem-me-quer... Isso é papel de tolo!
Nilza Azzi
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