Ausente presente d/no dia
Porque hoje é sábado, tantas vezes li
Porque hoje é sábado, querido Vinicius.
Hoje, morituri, Si vis pacem, para bellum,
Se quero paz a guerra é inevitável,
E então estou hoje derrotado,
porque hoje é Sabado,
Todos os dias massacrado e mais,
Porque hoje é Sábado.
Amanhã, acordarei ou não e o Sol,
O Sol da alegria, esse o não o verei
porque estou emparedado,
Cansado de terem feito força comigo,
De eu ser amigo de quem não enganei.
Amanhã é a repetição de hoje,
Escreverei coisas dispensáveis
Lamentarei não ter a estirpe do matador
E assim ser eu o vaso da dor
E não aqueles que deveria dispor.
Poderei ter sido enganado e vendido.
Poderei ter sido um boneco sem decisão
Poderá não haver amanhã cor de rosa
Poderei mandar-vos foder em prosa.
E hoje, ficar com o poeta,
no sábado de Ipanema,
Alheio,
Se é esse o do poema,
Pois, na verdade, aqui,
o Sábado, sem poena,
é por demais triste e feio.
Porque hoje é sábado, querido Vinicius.
Hoje, morituri, Si vis pacem, para bellum,
Se quero paz a guerra é inevitável,
E então estou hoje derrotado,
porque hoje é Sabado,
Todos os dias massacrado e mais,
Porque hoje é Sábado.
Amanhã, acordarei ou não e o Sol,
O Sol da alegria, esse o não o verei
porque estou emparedado,
Cansado de terem feito força comigo,
De eu ser amigo de quem não enganei.
Amanhã é a repetição de hoje,
Escreverei coisas dispensáveis
Lamentarei não ter a estirpe do matador
E assim ser eu o vaso da dor
E não aqueles que deveria dispor.
Poderei ter sido enganado e vendido.
Poderei ter sido um boneco sem decisão
Poderá não haver amanhã cor de rosa
Poderei mandar-vos foder em prosa.
E hoje, ficar com o poeta,
no sábado de Ipanema,
Alheio,
Se é esse o do poema,
Pois, na verdade, aqui,
o Sábado, sem poena,
é por demais triste e feio.
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