Soneto da vontade dele
De repente do contínuo pranto, o verdadeiro riso.
Da espuma raivosa, silenciosa e branca como a bruma.
As bocas amantes e adversárias se uniram sem farruma
Do espanto as mãos espalmadas, sem nenhuma sobreaviso
Do vento, de repente e fugaz calmaria, desfrizo.
Última chama que dos olhos se esquivava e escarruma.
Se refez, o pressentimento afogado ressurgiu com soruma.
Do drama pairou o imóvel momento com odor elicriso.
De repente, não mais que de repente.
Da tristeza se fez o ardor amante.
E de contente o que se fazia sozinho.
De perto fez-se amigo o que era distante
De uma vida aventureira ordeira e errante,
De repente, não mais que de repente, um nózinho.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/11/soneto-da-vontade-dele.html
Da espuma raivosa, silenciosa e branca como a bruma.
As bocas amantes e adversárias se uniram sem farruma
Do espanto as mãos espalmadas, sem nenhuma sobreaviso
Do vento, de repente e fugaz calmaria, desfrizo.
Última chama que dos olhos se esquivava e escarruma.
Se refez, o pressentimento afogado ressurgiu com soruma.
Do drama pairou o imóvel momento com odor elicriso.
De repente, não mais que de repente.
Da tristeza se fez o ardor amante.
E de contente o que se fazia sozinho.
De perto fez-se amigo o que era distante
De uma vida aventureira ordeira e errante,
De repente, não mais que de repente, um nózinho.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/11/soneto-da-vontade-dele.html
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*