Vê-de lá! Rio
Nunca mais chego, nunca vou chegar,
Nunca nunca nunca,
A espera nunca alcança nada
Nunca.
Testemunha privada ensimesmada,
Memória descentrada, descordenada,
Nada nada nada.
Nunca,
Nada
Motor alheio que ronrona na tua rua,
Rotação de pistão bi-multi-monocilíndrica
Tua rua, tua, que este nunca verá sua,
Fria alma sempre fria sempre nua, nua,
Capa vazia de transparente portfólio
Glass house, empty mouse, rato sem tato,
Biblioteca invisitada, vide vide, vê-de lá!
Tu n'appartiens pas, tu es le perpétuel vide
Tu pars, du nord sud, rotted rotten, Norway
You, you never really here, nor a day, anyway
Cais apodrecido, perdu perdu, Vê-de lá!
Sem fé sans femme, chulé no pé, ué!
Sozinho, sem vinho, sem tiraninho.
Sinergia solipsística solipessoal
Sussuro, urro, indécence vide, vide!
Vejam o vazio, sintam o frio,
Deitem-se ao rio onde me afoguei outrora,
Sintam o vazio, vejam esse frio, frio,
Sombra, umbra, penumbra sem hora, agora!
Hora da morte, falta de sorte, mentira, ira, ira
Physical, emotional health gone, astray, astray
Rage rage, fallen mage, forgotten sage, willow,
Willow overbent, subjugué / subjuguée
Ye ye, five point, maple, no syrup, leaf leaf,
Feuilles subjugués, arbres désolés
Personnes vides incapables d'aimer
Passadas frias, almas vadias, dias, dias
Idos, perdidos, perdidos, caidos no rio frio.
Gargalhadas gritadas, rio, rio, rio,
A hora de chorar não ficou.
Passou.
Vê-de lá!
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