Ao ouvir essa voz, gentil, cortês,
entre mil guardarei no mais secreto,
no local onde a luz então se fez
e, ao cegar-me, deixou-me sem afeto.
Essa voz murmurou, dizendo assim:
–Se é um falso brilhante, quem repara?
Nessa dança, que apenas cabe a mim,
no “bandeide” nem pense, ó minha cara
a criança, ao crescer, terá seus calos...
Destruí meus fantasmas, sobra então,
um vazio, onde mora apenas nada.
Se há coragem, então venha tomá-los,
os espaços e esqueça o que dirão.
Traga junto uma estrela, minha fada.
Nilza Azzi
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