SABE-SE LÁ... TERRA À VISTA! [MANOEL SERRÃO]
Sabe-se lá se haverá outro acaso, outro ocaso, outro atraso.
Sabe-se lá se haverá outro negócio, outro divórcio, outro ócio.
Sabe-se lá se haverá outra osmose, outro abraço, outro ósculo.
Ó sabe-se lá...
Logo vos que nem o amor avistara, e sem o avir à dor que do ser habitara.
Sabe-se lá...
Sabe-se lá se o doce mel da aparência não é o amargo engano o elixir da mentira.
Sabe-se lá se os odiosos rancores ruidosos, não transformar-se-ão em mar de rosas, quão em morangos de perdões arrependidos ou mofados.
Sabe-se lá no até breve... sabe-se lá... sabe-se lá chegar? Terra à vista!
Sabe-se lá... Ó alvíssaras!!! Alvíssaras...
Sabe-se lá!
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