Na ponta do lápis
Quero a agonia do poema incompleto,
Verso solto em meu caderno,
Rima pobre em meu soneto
Métrica desfeita em meu terceto.
Quero levantar o copo pensando em odes
E ver que a poesia pode,
Falar da pedras no caminho
E de mortes da bezerra.
Sorte tem quem, pelo menos,
Numa terça-feira,
A qualquer momento,
Num verso etílico ou
Hai-kai sarnento,
Faz da agonia, liberdade.
Como quem espanta a coceira
Ou limpa o cabelo grudento,
Completa um verso de amor
,Desses que goza,
Na ponta do lápis.
Verso solto em meu caderno,
Rima pobre em meu soneto
Métrica desfeita em meu terceto.
Quero levantar o copo pensando em odes
E ver que a poesia pode,
Falar da pedras no caminho
E de mortes da bezerra.
Sorte tem quem, pelo menos,
Numa terça-feira,
A qualquer momento,
Num verso etílico ou
Hai-kai sarnento,
Faz da agonia, liberdade.
Como quem espanta a coceira
Ou limpa o cabelo grudento,
Completa um verso de amor
,Desses que goza,
Na ponta do lápis.
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