Guerra secreta
Feroz, esse gelar que sinto agora,
pensando no passado, o tempo ausente,
perdeu-se a vibração e a dor devora;
adiante a solidão já se pressente.
Só finjo que não sinto nada, embora
me custe constatar o quanto é breve
a paz da criatura, enquanto chora.
Entendo que chorar não mais se deve.
Inferno que nos traz a despedida,
o tom da desolada paisagem,
perturba a minha alma combalida
e os meus parcos neurônios não reagem,
nem mesmo se a esperança me convida
a ser mais otimista... Que bobagem!
Nilza Azzi
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