Peregrino quântico


Então, grávido da Lua, vou surgindo;
vejo flores tateando tudo e nada.
Sob o pálio celestial a ela eu brindo
e lhe peço pra ser minha namorada.

Diga, ó Lua, nosso filho não é lindo?
Tem a pele qual a clara madrugada.
Se nos olhos tem a cor do céu infindo,
nos cabelos traz a luz do Sol, dourada.

Se gerado foi na esfera celestial,
teve todas as estrelas por madrinhas
e o futuro lhe promete a vida em Marte.

O Universo lhe pertence e, em toda parte,
as viagens dos elétrons traçam linhas,
em louvor desse rebento sem igual.

Nilza Azzi
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