Devaneios
Esgueira-te de meus pensamentos sombrios,
quando nas noites te cubro de desejos.
E na corrente que te envolvo feita em beijos,
alimento os teus lábios, antes vazios.
No teu delírio aprendo tua essência,
passo a somar em mim a tua existência.
Dois corpos que juntos se tornam como um só:
Pedra mais pedra que partidas viram do mesmo pó.
Na tua espera afogo a ansiedade,
por no teu corpo, me perder nesta vontade.
Viver apenas o momento que se presta
e não saber do tempo ou da eternidade.
Que se apague o sol e cesse este dia,
mas me conceda uma noite de alforria
e libertando os demônios que me afligem,
com seu amor, tal qual chibata, me exorcizem.
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