Se fazem juntos.
Dois lados de um mesmo,
Que se encontram em volta de si,
Amarram em nós só o que se quer.
Dois lados distintos,
Que se amarram em nós,
Nos unem, nós.
Desatar os nós que nos apartam,
Depende dos nós ora feitos,
Enquanto nós.
Desfazê-los só nós,
Fios sós atados por nós que escapam,
Nós que desatam, eu o teu, tu o meu, nós.
Apertados, nós sufocam,
Folgados, nós não nos prendem,
Afinal, nós foram feitos para serem desfeitos?
Ou nós, os fios, somos feitos de nós?
Nós que para atarem-se precisam desfazerem-se de outros,
Mas a há nós em nós que jamais desatarão.
Existem nós que atam sem tu,
Eu fiz nós em ti, que tu insiste em desatar,
Para não sermos nós.
Nós, jamais seremos nós um no outro,
Se tu não permitir estarmos sós,
Pois, há em nós, nós que não desatam sós.
Os nós precisam de fios, eu e tu, sós,
Eu me ato em ti, por nós que escapam,
Nós de um fio só, nós sem laço, sem abraço.
Mas os nós que quero te dar,
É porque estou amarrado em ti.
Nós em mim... pronome em aliança.
Nós selados por beijos,
Que em mim não se desfazem,
Amarras para vida de um nó que se fez só.
Nó que se faz em uma ponta só,
Engrassa, não permite que se desfie,
Minha vida presa por um nó.
Nós nesse fio que se juntava a outros,
Enfraquecido pelo extridente silêncio,
Do romper das fibras que me folgam da vida.
Nós em uma corda no pescoço,
Que insiste em não ser útil,
No jogar-se a um sem fim.
Nós que não nos unem,
Nós distantes,
Nós de sofrimento.
Os nós que me afastam de ti,
Estão frouxos, prestes a desfazerem-se,
Nós é que estamos sós.
Precisamos estar a sós,
Para nos desfazermos dos velhos nós,
E fazermos novos laços, cheios de nós.
Novos nós,
Nós sós ou nós de junção,
Lembre-se os nós estão antes em nós.
Nós do infinito,
Que representam a evolução,
Nó que nunca se esgota e se renova, o amor.
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