Solidão
É de dentro, de dentro, como uma chama,
eu expulso de mim e aguardo quem apanha.
Será para longe, será para perto,
será hoje que vai empurrada no vento?
Nessa dor que ninguém vê
dessa lágrima que já está seca,
eu me escondo de quem me lê
e talvez de quem me interpreta.
E é nesse abraço que não existe,
nesse olhar que não acontece,
nessa estrada onde não amanhece,
que mais esse vazio persiste.
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