Não ouço do mar senão o mesmo cântico,
Nem ouço dos ventos nada além do seu nome.
Não recebo do Sol senão a mesma luz que mantém minha vida.
Nem sinto das flores nada além dos perfumes esparzidos.
E continuo eu mesmo, habitando o mesmo corpo.
E continuo com a mesma saudade, fruto da sua ausência,
E continuo a olhar o horizonte como quem ainda espera,
E continuo a embaralhar sentimentos e amarguras.
Não vejo dos pássaros nada além de voos solitários,
Nem ouço do fogo outro som que não seja o eterno crepitar.
Não vejo nas noites escuras uma estrela sequer que me guie,
Nem sinto em meu peito uma única emoção, que me faça sonhar.
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