Triste
Não ouço do mar senão o mesmo cântico,
Nem ouço dos ventos nada além do seu nome.
Não recebo do Sol senão a mesma luz que mantém minha vida.
Nem sinto das flores nada além dos perfumes esparzidos.
E continuo eu mesmo, habitando o mesmo corpo.
E continuo com a mesma saudade, fruto da sua ausência,
E continuo a olhar o horizonte como quem ainda espera,
E continuo a embaralhar sentimentos e amarguras.
Não vejo dos pássaros nada além de voos solitários,
Nem ouço do fogo outro som que não seja o eterno crepitar.
Não vejo nas noites escuras uma estrela sequer que me guie,
Nem sinto em meu peito uma única emoção, que me faça sonhar.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*