Aos pés daquele morro.
Aos pés daquele morro, correm águas cristalinas
E tão iguais, à seus pés, correm as lágrimas minhas.
As flores do alto do morro secaram por falta de água,
As lágrimas minhas não secam pois brotam das minhas mágoas.
E a tristeza que levo, você já deve saber:
Sinto amargura no peito, só por não poder te ver.
Põe seu vestido mais lindo, pinte os lábios de carmim,
Pegue um lencinho bordado, e venha correndo pra mim.
Seque todas minhas lágrimas, uma a uma com carinho,
E nunca mais se demore pra passar no meu caminho.
Vamos aos pés do morro, vem comigo passear...
E junto às águas que correm, quero as mágoas deixar.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia
A força inexplicável ! - (soneto) - 25/07/2026
A força inexplicável, chamada sorte,
Como não é constante no indivíduo,
Por não ser ela um predicado assíduo
N…
Armando A. C. Garcia