O Tempo
O Tempo
Em um eterno retorno
Vive na alma humana
Com efeito sonoro
Um Tic e TAC...Tic e TAC
Pingos em uma poça de água
Passos em uma calçada
Tiros de uma automática
A morte
A estática
A difícil arte de viver
Onde estão os mortos
Porcos postos em uma funerária
Corpos cheios de feridas
Fétidas e maduras
Como a luz que irradia e se medra
Como um raio cósmico que acalma
Como a carne escura revela
Onde estão as rosas amarelas
As que brilhavam nos jardins como estrelas
Onde estão as que emitiam luzes sonoras
Como as rosas de outrora
Onde se encontram os floreados breves
Que havia tresantontem
De casais dançando sobre folhas
Eras antes de antes de antes
Em quais destinos se encontram teus sorrisos
Que um dia iluminaram a minha vida
E que hoje é o que mais eu preciso
Para aplacar a minha solidão
Onde se encontra o horror profundo
Que por tanto o viver, ganhamos proteção
Sentimentos que aos poucos se enregelaram
E trouxeram o inverno ao nosso coração.
Alexandre Montalvan
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski